Home Theater DIY (Caixas de Som, Amplificadores e Central de Mídia)

Home Theater DIY

Caixas de Som, Amplificadores, Central de Mídia e Aprendizagem!

A Ideia do Post

Para que esta empreitada não comece da forma que (normalmente) começam e acabam outras empreitadas, a ideia desse post é que ele vá sendo atualizado com as informações mais atualizadas sobre meu sistema de som. Ela começa, é claro, com a construção das minhas primeiras caixas de som e da primeira “versão” do sistema. Reproduzo abaixo, então, o post que fiz no extinto (e saudoso) HTFORUM, onde relatei a minha saga que se iniciou lá para os idos de 2008. O primeiro relato foi feito em dezembro de 2012.

Caixas de Som com Falantes Akron (Bookshelf)

Começo a escrever este post deixando claro minhas intenções: me apresentar ao fórum, agradecer aos usuários que me ajudaram direta ou indiretamente neste projeto que, com certeza, influenciou fortemente minha escolha profissional e, é claro, apresentar detalhes de construções, dicas, experiências e outros relatos sobre o projeto do título. A saber, seriam construídas duas bookshelfs, bass reflex com alto-falantes da Akron, construídos pelo magnífico Paulo Ramos, mais 4 amplificadores de 60W cada, um circuito denominado PL1050 que, ao meu ver, apresenta uma ótima relação custo x benefício, aliado a simplicidade do circuito eletrônico.

Primeiramente, um pouco de como tudo isso começou: nunca soube ao certo de onde vinha meu gosto para música e som em geral. Não foi algo herdado de meus pais ou de alguém muito próximo. Só sei que, desde pequeno, ficava a frente do rádio ouvindo música e, assim, vinha aquela sensação de bem estar. Eis que, com meus 15/16 anos, um pouco por falta de dinheiro para comprar um home-theater e um pouco pelo desejo de conhecer um pouco mais de eletrônica, pesquisei na internet alguns projetos de amplificadores de áudio e meu primo, bem mais velho e que tinha alguma experiência com montagens eletrônica, topou me ajudar nas montagens que viriam. Foi nesta época também que conheci o HTFORUM. Sempre ficava maravilhado ao ver os projetos que os usuários faziam e postavam, assim como o resultado final dos mesmos.

Também precisaria de um par de caixas de som para meus amplificadores. E assim, falarei primeiramente sobre as caixas de som: após baixar tutoriais e artigos sobre o assunto, me dei conta que não era uma tarefa fácil construir boas caixas de som, tanto pela complexidade das variáveis como pela falta de bons componentes acessíveis no mercado nacional. Em minhas andanças pelo fórum, observei que o senhor Paulo Ramos, também frequentador do mesmo, estava vendendo um kit com seus próprios alto-falantes e estava aí uma boa oportunidade de falantes de qualidade para o projeto das caixas de som. Um pouco receoso, entrei em contato com o Paulo Ramos, proprietário da Akron, cujos produtos eram (e são) referência de qualidade no mercado nacional. O contato foi retornado o mais breve possível e combinei de retirar os alto-falantes na própria residência do Paulo Ramos, já que morávamos em cidades vizinhas. Tinha 16 anos na época. Aqui vai meu primeiro agradecimento a esta pessoa que muito me ajudou no projeto das caixas de som: o Paulo Ramos me recebeu e a meu pai muito bem, nos convidou para uma breve audição de suas caixas Spalla em sua sala e, por e-mail, foram inúmeras as dúvidas que o mesmo me respondeu sempre com paciência e simpatia. Devo grande parte do meu interesse por acústica, alto-falantes e caixas de som a esta pessoa que me auxiliou com os mínimos detalhes de construção do par de bookshelfs.

A visão geral do projeto da Bookshelf:

A caixa é do tipo bass reflex com o duto atrás da caixa. No baffle, há uma diferença de 6 graus em relação ao plano vertical de modo a compensar a diferença de fase temporal entre o tweeter e o midbass. Foi usado internamente, no baffle e na traseira, compensado de certa qualidade (sem espaços ocos ou imperfeições), o resto do material é MDF, fora o duto, feito com cano de PVC e moldado nas extremidades para melhorar a dinâmica do ar. O rebaixo dos alto falantes foi feito com o uso de uma peça de MDF de 6mm por cima do baffle, onde o alto-falante atravessa a peça de 6mm e encaixa na peça inferior.

A fota acima é do baffle, em detalhes. Algo a ser comentado nesta parte é que, caso não tenham uma tupia a disposição, ao fazer o corte com uma serra tico-tico, certificar-se de deixar bastante espaço de folga para poder lixar depois e deixar a circunferência correta. Tive que consertá-la com massa plástica, uma vez que o furo foi mal feito por um marceneiro.

Como todo iniciante em marcenaria, tive diversos problemas na construção da estrutura de madeira, principalmente no que tange ao acabamento. Felizmente, a massa plástica ajudou-me a corrigir erros e homogeneizar a superfície da caixa. Uma dica que convém mencionar aqui consiste em não usar, na mesma peça, massa plástica e massa branca. A massa branca é um pouco melhor de ser usada para corrigir pequenos erros, enquanto a massa plástica serve para erros mais grotescos.

A imagem acima mostra em detalhe a parte traseira da caixa, a saída do duto (feito com cano de PVC e moldado em garrafa de vidro, nas extremidades), bem como o local de encaixe dos bornes da caixa. Vale mencionar aqui que utilizei como encaixe dos bornes uma peça de acrílico, material barato e que serviu bem à função.
Ainda de acrílico, fiz o suporte para o divisor de frequências utilizado:

O filtro é do tipo LinkWitz-Riley, de 12 dB/8ª, com corte em 2.5 kHz. Os capacitores utilizados foram de 4uf, de polipropileno metalizado (MKP) da EPCOS, comprados na Casa dos Capacitores, na região da Sta. Efigênia em São Paulo e os indutores encomendados na transformadores Líder, também na região. Os resistores utilizados são cerâmicos e de carbono. Além do filtro, foi usada também uma rede zobel, em paralelo com o midbass para correção da curva de impedância do mesmo e, finalmente, um circuito L-pad para atenuação do tweeter ,uma vez que o tweeter possui maior sensibilidade que o midbass. Todo o circuito está montado na placa acima que foi fixada ao fundo da caixa, próximo aos bornes. Para a fiação interna foi utilizado o Power Cable de 4mm, da Tiaflex. A caixa foi revestida internamente nas laterais com feltro betumado (aquele revestimento usado por baixo de carpetes) e também um pouco de algodão sintético atrás do midbass. As dicas para a construção do divisor de frequências e revestimento interno também são creditadas ao senhor Paulo Ramos. Novamente, muito obrigado.

Os bornes de contato eu achei na Dual Comp, também na região da Sta. Efigênia. São bornes de metal e com um bom acabamento. O resultado final:

O revestimento foi feito com laminado PET na cor preta. O material é relativamente fácil de trabalhar e oferece um bom acabamento. (poderia abrir um tópico só pra falar do laminado, mas caso alguém demonstre interesse, posso comentar mais a respeito). Uma dica importante é: para o acabamento, após a aplicação do laminado, passar um estilete (com uma lâmina nova) bem rente à madeira para a remoção da rebarba nas laterais e então utilizar um giz de cera preto nas laterais para a remoção de qualquer imperfeição. Fica muito bom. Recomendo o material. É fácil de limpar e passando-se silicone (esses de pneu de carro), fica um acabamento muito bom. Nas fotos acima o acabamento não estava limpo.

Mais detalhes da construção da caixa:
https://photos.app.goo.gl/Z9TeD2hX6prqqupN8

O projeto das caixas de som começou com aquele primeiro e-mail destinado ao Paulo Ramos, que me ajudou imensamente ao longo de toda a concepção do projeto. No entanto, por falta de planejamento minha, falta de materiais e ferramentas adequados e falta de tempo, principalmente, ficou engavetado durante algum (muito) tempo. Era ano de vestibular, tinha que decidir o rumo da minha carreira profissional, me dedicar a algo que tinha certeza ser minha vocação: a Engenharia Elétrica e, por falar em elétrica, passamos então aos detalhes dos amplificadores:

Amplificadores PL1050

Aos 15/16 anos, quando não se conhece nada de eletrônica e/ou montagens, tudo é novo e surpreendente. Começa-se então por procurar projetos conhecidos e simples para serem montados e testados. Foi neste momento que me deparei com o projeto do amplificador PL1050, que era vendido como um kit por uma loja em São Paulo. O projeto consiste em um amplificador que entrega 50W, em 8 Ohms, com alimentação assimétrica de 36V. Trocando-se o par de transistores de saída, TIP120/125 pelo TIP122/127, os diodos do circuito por diodos BA315 e aumentando-se a tensão de alimentação para 40V, consegue-se maior potência de saída e melhor resposta do circuito. A topologia do circuito é esta:

Parece muito simples de ser montado e realmente o é. Quem quiser maiores detalhes, só pedir que eu mando o PDF com o layout das placas e demais detalhes. Em todo caso, é só procurar na internet por PL1050, não será difícil encontrar este material. Fiz as placas pelo método térmico, ou seja, imprime-se, em uma impressora a laser, o layout invertido em uma transparência e então passa-se este layout para a placa com o ferro de passar roupas. Bem simples.

A imagem acima mostra 5 placas do circuito do amplificador, ainda sem os transistores de potência e os diodos, que seriam montados no dissipador. Aqui entra um ponto importante a ser levado em conta: o circuito do amplificador não pode ser classificado como high-end. As caixas de som estão um patamar acima dos amplificadores. No entanto, o circuito é extremamente simples em sua concepção, muito barato e com ótimo custo x benefício. Posso afirmar com certeza que foi uma ótima escolha para começar a mexer com montagens eletrônicas. A primeira versão montada, da foto acima, foi testada em um sistema de razoável qualidade, com caixas da Sony, do final da década de 70 (não me recordo o modelo, infelizmente, mas não era de integrados), muito bem conservadas e de ótima qualidade (3 vias, woofer de 12”) e o amplificador, alimentando tais caixas agradou e muito no resultado, tanto a mim quanto ao dono das mesmas. Este circuito é totalmente recomendado por mim, não vai desapontar a iniciantes e não me desapontou como uma das primeiras montagens que fiz, com 16 anos.

E, para melhorar a performance do amplificador, com a ajuda de meu primo (aquele que sabia um pouco de eletrônica), adaptamos uma fonte de PX para dar os 40V que precisávamos. O circuito escolhido tinha baixíssimo ruído, proteção contra curto-circuito e ótima estabilidade. Mantém a tensão de saída praticamente constante após a estabilização térmica dos componentes. (a quem interessar, também posso falar mais sobre o circuito da fonte regulada). Ainda integramos um circuito de proteção contra sobre tensão, acionado por um relé que “desliga” (desarma) a fonte.

Como pode se perceber, foram usados capacitores que juntos somavam quase 20000uF, tudo isso para garantir potência aos graves.

A placa definitiva, confeccionada em fibra de vidro, teve também as trilhas estanhadas, como mostra a imagem acima. Como a placa da fonte, as placas definitivas dos amplificadores também foram confeccionadas usando-se placa de fibra de vidro. Neste ponto, vale a pena ressaltar a péssima qualidade da placa em fenolite. Apesar de ser mais fácil de cortar, a placa de fenolite é pouco resistente ao calor do ferro de solda e suas trilhas de cobre se soltam facilmente, algo que raramente acontece com a fibra de vidro.

Por fim, acabei fazendo 4 amplificadores, dois dos quais estão sendo usados para amplificar as bookshelfs. O gabinete que abriga os amplificadores foi feito em madeira (erro meu, melhor seria se fosse de metal, mas acabou ficando um pouco grande). Para controle de sinal, utilizei potenciômetros Alpha lineares em paralelo com resistores de 1%, técnica usada para simular um efeito logaritmo que apresenta um bom resultado, conforme descrito em: http://sound.westhost.com/project01.htm. A fiação de interconexão de sinal dos amplificadores foi feita com cabos blindados da Tiaflex que apresentam ótima malha de aterramento. É importante também aterrar a carcaça de metal do potenciômetro de modo a eliminar zumbidos e demais perturbações no controle de volume. A sensibilidade do amplificador é baixa, sendo que o mesmo consegue amplificar sinais de um CD player ou de um computador.

Foto do gabinete dos amplificadores (quase) pronto:

Ainda vou trocar os knobs dos potenciômetros. Ambos os potenciômetros são duplos, o da esquerda controla o canal estéreo e o da direita, ainda não finalizado, controlará dois amplificadores com sinal mono, para um futuro projeto de subwoofer. A qualidade da foto não ficou muito boa, mas utilizei um acrílico branco na frente do gabinete, com furações onde coloquei leds atrás da placa de acrílico, obtendo-se este efeito. Na foto parece muito forte o brilho do led, mas não o é.

Mais fotos do conjunto de amplificadores + fonte regulada:

https://photos.app.goo.gl/E7MyamDQseFUjDjr5

Amigos do fórum, esta é minha primeira grande postagem. Desculpem-me se fui pouco (ou muito) detalhista em algum ponto. Por favor, me avisem sobre possíveis erros e me corrijam. Comentários, adendos, dúvidas e questionamentos serão sempre muito bem-vindos. Se precisarem, posso detalhar mais sobre algum processo, seja na fabricação das caixas ou dos amplificadores, bem como fornecer maiores detalhes sobre os amplificadores e a fonte. Gostaria de deixar registrado que esse projeto, apesar de sua simplicidade, influenciou fortemente minha escolha profissional e trouxe grandes aprendizados, técnicos e de vida. Comecei a pensá-lo com 15 anos, fui terminar o projeto das caixas e dos amplificadores no começo do ano, perto de fazer 21 anos. Muitos anos se passaram desde a idealização ao término do projeto: falta de tempo, falta de planejamento, falta de ferramentas, falta de peças e soluções para os problemas encontrados. Tudo isso serviu para um propósito: aprendizagem. Já penso nos novos projetos que virão subsequentes a este, agora com um pouco mais de maturidade e planejamento. Pouco depois que comecei o projeto, veio o momento da escolha profissional, vestibular, mudança etc… escolhi a engenharia elétrica como profissão, Campinas como minha nova cidade e a Unicamp, como faculdade. Estou indo para meu último ano de faculdade com a certeza de que a escolha foi bem feita e ainda um sonho (um pouco quanto remoto, devido às possibilidades de mercado) de me especializar e trabalhar na área de áudio, eletroacústica e eletrônica voltada a este segmento.

Mais uma vez, obrigado aos frequentadores do fórum pela ajuda. Sempre acompanhei de perto diversos posts e realizações dos amigos. Obrigado, em especial, ao senhor Paulo Ramos por toda ajuda durante a concepção do projeto das Bookshelf. Obrigado também ao meu primo Carlos, pela ajuda nas montagens e paciência em ensinar algumas dicas de eletrônica a um inexperiente.

Abraços cordiais e até logo, estou a disposição!

Este foi o post que resgatei (rest in peace) do HTFORUM. Perdoem a fala prolixa e os muitos agradecimentos. Em especial, já adianto que as books são maravilhosas e me servem até hoje!

Os amplificadores PL1050 surpreendem pelo custo benefício. São ótimos considerando a facilidade de montagem e o custo. A fonte é super dimensionada para este amplidicador, bem como os transformadores.

Aguardem os novos capítulos desta história. Irei atualizar o post com as novas atualizações e, se tudo der certo, quero organizar melhor as informações para tornar este post um artigo (quem sabe) a ser postado no embarcados.com.br.

Abraços!

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Subwoofer

Seguindo as atualizações do post, mostro agora o subwoofer que construí para adicionar ao sistema. A adição de uma unidade de graves sempre é muito bem vinda para filmes.
Para músicas, é dispensável considerando que as caixas frontais - como estarei chamando as caixas de som do post anterior - apresentam ótima resposta de graves para falantes de 6".

Segue o breve post que eu fiz sobre o subwoofer no grupo CLUBE DIY ÁUDIO do facebook:

Tiago Medicci Serrano
20 de janeiro de 2017

Boa tarde amigos!

Ficam aqui algumas fotos do subwoofer que construí com o falante Questo QS250A-12SVC4 de 12".

Optei por um caixa dutada com 64 litros, dois dutos de 2" de diâmetro x 21cm. A caixa foi simulada pelo BassBox e a frequência de sintonia foi sendo avaliada, após, pelo ouvido, ficando por volta de 26Hz. As paredes são de MDF de 30mm (duas folhas de 15mm sobrepostas) - com reforço interno. O baffle é rebaixado em relação às dimensões frontais da caixa para que fosse feito o encaixe da tela e, assim, não precisei fazer o rebaixo do falante. A tela é encaixada através de ímãs de neodímio, facilitando a retirada da mesma. O acabamento final foi feito com tecido “telinha” - proporciona um aspecto sofisticado quando utilizado com a tela. Por ora, está sendo alimentado por um Gainclone de ~60W RMS (em 4Ohms).

O bichinho faz toda a diferença no sistema, principalmente para filmes!
Assim, estou completando um sistema 5.1 totalmente DIY com 6 amplificadores GC, books frontais inspiradas na Akron Spalla (com os falantes da Akron), traseiras e centrais Mini Books by laserkit.

Grande abraço!

Como falei neste post, nesta época eu já tinha outros dois componentes do sistema que em breve postarei aqui: as caixas laterais e central e também amplificadores Gainclones. Faltava ainda, no entanto, a central de mídia. Em breve posto sobre estes componentes :wink:

Aguardem novidades!

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Caixas Laterais e Central

Ao falarmos da utilização de um sistema de som para filmes, um sistema do tipo 5.1 (5 caixas de som: frontal esquerda, frontal direita, lateral esquerda, lateral direita e caixa central + 1 unidade de graves) é o que possui melhor desempenho comparando-se fatores como custo e compatibilidade. Filmes de DVDs, Blurays, Netflix e outros serviços de streaming estão disponíveis com áudio codificado em 5.1.

Para tal, vou tratar neste post das caixas laterais e da caixa central para meu sistema de som. Estas caixas são baseadas em um kit de montagem que teve as madeiras cortadas a laser e conta com um kit falantes da N.A.R de duas vias.

Mini-books by laserkit

A utilização de um kit de montagem de caixas de som traz algumas vantagens àqueles que gostam de fazer suas próprias caixas de som mas não possuem (ou não querem possuir) as ferramentas ideias para a empreitada ou para aqueles que desejam desenvolver um trabalho rápido mas não querem abrir mão da qualidade e de personalizações no projeto. Desta forma, optei pela utilização de um kit denominado Mini-books, comercializado pela laserkit. Este kit inclui alto-falantes (3 x kits de duas vias da N.A.R), divisores de frequência para os falantes e madeiras (MDF) cortadas a laser. Em especial, o fato do kit incluir as madeiras - já cortadas e que precisam somente de cola para fixação - agiliza bastante o processo de fabricação, sobrando somente a preocupação com o acabamento e os bornes utilizados nestas caixas de som.

Infelizmente, eu não possuo fotos do processo de fabricação, então vou indicar alguns vídeos de terceiros que mostram a facilidade que o kit de madeiras proporciona à montagem:

O acabamento das minhas caixas seguiu a ideia já explorada para o subwoofer: a utilização de tecido do tipo “telinha” que foi colado em todas as dimensões das caixas exceto nas laterais. Para as laterais das caixas eu gostaria de dar um acabamento do tipo black piano e, para tal, utilizei chapas de PS (poliestireno, material semelhante ao acrílico) que foram colados na lateral: além de dar o acabamento desejado, esta chapa “esconde” as laterais do tecido telinha.

Algumas fotos das caixas:

Caixa Lateral - Vista da Diagonal Frontal sem Tela

Caixa Lateral - Vista Frontal sem Tela

Caixa Lateral - Vista Diagonal Traseira


Nesta vista é possível ver o duto (sim, a caixa é dutada!) e também os bornes para fixação dos fios. Vale comentar que os bornes são da Nakamichi e possuem ótimo custo x benefício (http://www.nakamichiplug.com/product-0520S.html)

Caixa Lateral - Vista Diagonal Frontal com Tela


Finalmente, aqui temos a vista frontal já com a tela instalada. O tecido foi instalado sobre uma base de madeira MDF que se encaixa à parte frontal da caixa. Sobre esta base foi instalado tecido denominado Helanca (também vendido como tecido ortofônico custando, geralmente, muito mais, rs).

Caixa Central - Vista da Diagonal Frontal sem Tela


Como pode ser notado, no caso da caixa frontal, o duto fica localizado na parte da frente da caixa (e não na traseira, como nas caixas laterais).

Caixa Central - Vista Diagonal Traseira

Caixa Central - Vista Diagonal Frontal com Tela


Novamente, foi utilizado o tecido Helanca para tela da caixa.

Assim, o sistema de som ganhou mais três caixas: duas caixas laterais e uma caixa frontal. Estas caixas deverão ser alocadas espacialmente no quarto para que reproduzam corretamente o som 5.1.

As audições foram bastantes satisfatórias, superando em muito o desempenho de caixas de tamanhos similares. Elas substituem bem, também, grande parte das caixas fornecidas em kits de Home-Theaters comerciais, apresentando uma boa resposta em frequência e robustez :wink:

Com este post, foram apresentadas todas as caixas construídas por mim (e que compõem meu sistema de som). Nos próximos posts eu vou apresentar os novos amplificadores para o sistema 5.1 e, finalmente, o media center que gerencia as conexões do sistema e permite selecionar a fonte de áudio desejada.

Abraços!

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Amplificadores para o Sistema 5.1 (Gainclones)

Continuando a saga do sistema de som DIY, precisaria agora de ter um sistema de amplificação para as 6 caixas do sistema 5.1, ou seja, para as caixas 1) frontal esquerda; 2) frontal direita; 3) lateral esquerda; 4) lateral direita; 5) frontal e 6) subwoofer (unidade de graves).

E os Amplificadores PL1050?

Como apresentei no primeiro post, o projeto das caixas frontais começou junto aos amplificadores PL1050: estes amplificadores representam um ótimo custo x benefício, além de ter sido um ótimo projeto de introdução à eletrônica. No entanto, eu só possuía 4 canais de amplificação e, para fazer mais dois canais, não seria viável em termos de espaço. Assim, busquei uma nova solução de amplificação para o sistema que apresentasse, igualmente, um bom custo, ótima qualidade e ocupasse um espaço pequeno.

Gainclone

Esta solução de amplificação seria, justamente, o Gainclone!

O Gainclone é um amplificador de “baixo custo” que surgiu há alguns anos na internet como um projeto altamente executado por diyers ao redor do mundo. Este amplificador é considerado de alta qualidade (High-End) e é baseado em um componente central que é um chipamp, ou seja, um amplificador que é baseado em um chip (e não construído a partir de componentes discretos).

Um resumo do Gainclone é apresentado na referências referências:

Em relação a custos para montagem deste amplificador, eles estão mais concentrados no chip utilizado (o LM3886) e alguns poucos componentes (dissipadores de calor, transformadores, capacitores etc). Além disso, existe o custo do gabinete e do acabamento para o amplificador.

Clube de Compras para o Gainclone

De forma a diminuir os custos, eu e um amigo organizamos um “clube de compras” de componentes para ganharmos em escala. Reproduzo, agora, o post ho HTFORUM que explicou o funcionamento do clube de compras e também apresenta os componentes necessários para montagem do Gainclone:

Galera, atualizo este primeiro post constantemente com o que anda rolando no fórum, as informações resumidas, preços e funcionamento do clube estão sempre explicados aqui.

Amigos do htforum,

O motivo deste post é bem simples: sou estudante de eng. elétrica e amante da boa música. Alguns dias atrás um amigo me procurou perguntando sobre algum projeto de um bom amp. Eu já conhecia a fama do Gainclone e o belíssimo trabalho que o senhor Miguel Nabuco havia feito com seu kit de montagem. Infelizmente, não temos mais o kit a disposição…

No entanto, sempre é bom reviver projetos que fizeram sucesso, e me meti a tentar construir o Gainclone juntamente com amigos. Pedindo autorização para o Miguel Nabuco, o qual me tratou muito bem e se mostrou interessado a nos ajudar, poderíamos então construir um Gainclone. Mas e os componentes?

Pois bem, vamos ao que interessa: pensei em levantar a questão e ver se mais alguém estaria interessado em montar o Gainclone e, assim, comprar componentes juntos, como um clube de compras para os CIs, transformador toroidal, gabinete, conectores etc… sempre visando conseguir bons preços e, claro, sem lucro algum envolvido.

Aos que não conhecem: http://nabucoeletronica.com.br/gainclone01.html (a página que o Nabuco ainda deixou no ar, para apresentar o Gainclone). Temos ainda os esquemáticos e o layout da PCB do mesmo.
Ainda como referências sobre o Gainclone, leiam este artigo: http://en.wikipedia.org/wiki/Gainclone e algumas marcas que usam o mesmo chipamp:Jeff Rowland LM3886 Amplifiers.

O próprio Nabuco nos sugeriu e, cordialmente, se ofereceu para cuidar das PCBs. Caso conseguíssemos bastante pessoas, poderíamos mandar fazer a PCB em indústria, tendo um preço bastante acessível e com qualidade profissional! De antemão, deixo aqui meu agradecimento ao Nabuco, por nos oferecer ajuda neste projeto, ele é uma pessoa magnífica. Mesmo se não conseguirmos baixar muito o preço da placa, podemos cada um confeccionar a sua própria placa e, é claro, nos ajudarmos nas outras etapas da montagem.

Ainda não temos preços disponíveis, seria legal ter uma base de pessoas para estimar os gastos, mas acredito que, para montarmos um exemplar estéreo de qualidade, devemos gastar por volta 300 reais. Algo que agrade nossos ouvidos, sem fugir tanto de nosso orçamento.

E aí pessoal, interessados?

TABELA DE PREÇOS ATUALIZADA (confira sempre a nova versão, mais explicações em mensagens na frente):

  • Transformador toroidal: o trafo é uma peça cara, talvez a mais cara do projeto e, caso seja encomendada mais de uma unidade. Ou seja, quanto mais, melhor. O orçamento atual é de uma peça com entrada em 0-127-220V (ou seja, para se usar tanto em 127 ou 220V) e saída com 5 fios (26-22-0-22-26) x 5A (por enrolamento, ou seja, potencia de 220VA ou 260VA). A tensão de +/- 26V foi incluída de modo a obter maior potência em 8Ohms, usa-se +/-26V OU +/-22V no secundário do trafo. É necessário uma única peça para alimentar os dois canais do Gainclone. A peça será encomendada na Hortrafo-Hortec em Hortolândia-SP. As dimensões exatas são 96 x 65mm, pesando 1,9Kg: TRANSFORMADOR: 75 reais

  • Gabinete: O Gabinete do clube de compras seria o NDT/2 da Naoko. O modelo é capaz de abrigar uma unidade estéreo do Gainclone (dois canais) e é relativamente pequeno. Mais informações do gabinete: http://www.naoko.com.br/imagens/NDT-2.jpg e, para aqueles que desejam dar um bom acabamento à peça, sugiro utilizarem uma chapa de acrílico preto (algo como esta: http://produto.mercadolivre.com.br/M...al-e-preto-_JM) na frente do gabinete, com um led azul. Ficaria um visual bem simples e elegante. O acrílico e led não estou inclusos, foram só uma sugestão de acabamento a qual pode ser visualizada conforme o modelo nas imagens a seguir: VISTA SUPERIOR, VISTA LATERAL e VISTA FRONTAL
    GABINETE: 37 reais

  • Dissipadores: conforme dica do Miguel Nabuco, orcei na dissipadores Fenite Dissipadores (modelo utilizado: http://www.fenitedissipadores.com.br…s/FNT012AL.jpg, cortado com 7cm, ou seja, a base onde se aparafusa o CI seria de 154x70 mm). Cada peça, para um único canal, sairia por R$19,00 (acima de 10 peças). São necessárias duas peças para o Gainclone, uma para cada CI. DISSIPADORES: 38 reais

  • CIs: O LM3886TF (versão utilizada por ter o caso isolado e não precisar de isolador no disspador) pode ser adquirido na Farnell por R$19,00 + frete. São necessários dois CIs para o Gainclone. CIs: 40 reais;

  • Conectores RCA e bornes: Os conectores RCAs entraram no clube e serão adquiridos junto ao João Yazbek por 17 reias o par (FOTOS DO CONECTOR RCA), estes são usados pelo João nos produtos de sua empresa. Já em relação aos bornes de saída (necessários 4 peças e dois pares), conforme dica do Gabriel (upking), podemos adquirir junto a Nakamichi Nakamichi plugs, Nakamichi connectors, banana plug, RCA plug, Nakamichiplug.com , Nakamichi Audio Speaker Banana Plug connector, Nakamichi plug, Nakamichi connector. É a opção com amior custo benefício e, como entregam com frete grátis, é mais interessante mantê-los fora do clube, cada um comprando o seu próprio conjunto de bornes.
    CONECTORES RCAs: 17 reais.

  • Placas de circuito impresso: O Miguel Nabuco, gentilmente se responsabilizou em orçar a placa de circuito impresso. A mesma foi alterada de modo a facilitar a aquisição de componentes acessíveis, entre outras modificações de modo a termos mais qualidade, também. Esse orçamento é para placas em fibra de vidro, dupla face, com furos metalizados e acabamento estanhado e furação CNC, cada placa sai por R$14,00 e são necessárias duas placas, uma placa para cada canal. Cada placa possui 10x9 cm, conforme ilustração: http://http://i746.photobucket.com/a…ps5583ca98.gif PLACAS DE CI: 28 reais.

  • Capacitores da fonte: a nova versão da placa do Nabuco conta, cada uma, com 2 capacitores que podem ser de até 10.000uF. Sendo assim, orcei o modelo da EPCOS de 10.00uF x 50V, precisaríamos de quatro unidades para o Gainclone. A unidade sai por R$5,22 na Radio Emegê (atacadista da região da Sta. Efigênia). Achei o preço deles bastante atrativos, mas a quantidade mínima de venda é de 150 reais. CAPACITORES: 20,88 reais.

Total”: 254 reais. (no pior caso, estamos estudando métodos de abaixar este valor). Lembrando que este valor corresponde a aproximadamente 90% da unidade pronta e montada! Faltam ainda, não inclusos no clube, os componentes passivos (resistores e capacitores do Gainclone), knobs, cabos, parafusos, solda etc…
Não estou considerando também os fretes para cada comprador. E também o frete dos produtos, que creio que não serão tão altos. Lembrando que se pode, de acordo com o orçamento, adquirir um ou outro item da lista acima.

Primeiramente, dúvidas gerais:
1 - PARTICIPAÇÃO: Primeiramente, o clube iria se encerrar dia 31 de março, mas como ainda haviam interessados, continuei acrescentando-os na lista. Sendo assim, a lista superou bastante as expectativas. Para facilitar a questão dos fretes até minha residência, resolvi deixar o clube em aberto até, sexta-feita, dia 5 de abril, até às 23:59 com uma condição: o limite máximo de 40 participantes no clube (estamos em 34), isto é devido ao trabalho envolvido. Ou seja, quem me mandar e-mail até esta data ainda pode estar dentro. Outro ponto importante é sobre a resposta aos e-mails. Por favor, aos que já mandaram e-mail mas ainda não responderam com os dados, façam o mais rápido possível. A participação ao clube não está garantida até que os nomes estejam na planilha dos participantes.

2 - PRAZOS: Terminado o prazo acima, terei a quantidade exata dos componentes em mãos e assim saberei o preço dos fretes dos produtos até minha casa. Somente o pagamento garante a encomenda dos componentes e a participação no clube. Faria todas as encomendas dia 15 de abril e, então, aguardaremos todos os componentes chegarem até a mim. Neste momento, com todos os componentes em mãos, aguardaria mais 3 dias úteis para o depósito do frete calculado para a casa de cada participante. Finalmente, faria a seleção, embalagem e envio dos componentes. Todos concordam?

3 - COMPONENTES E ALTERAÇÕES: Caso desejem participar ou desejem alguma alteração nos componentes (aos participantes), me comuniquem via e-mail (meu e-mail está no tópico, só procurar corretamente), para ficarmos mais organizados. As alterações pedidas pelo tópico serão feitas, mas novas alterações, via e-mail. Embalagens serão divididas percentualmente entre os compradores, para cada tipo de componentes. Correto? Especificarei na planilha também.

Abraços!

Este Clube de Compras aconteceu em abril de 2013. Assim, o custo estimado à época para montagem de um unidade estéreo (2 canais) foi de, aproximadamente, R$254,00.
Apesar do trabalho envolvido em organizá-lo, comprar os componentes, separá-los e enviar aos participantes do grupo, foi uma tarefa bastante recompensadora: conheci diversas pessoas interessadas em áudio DIY, pude diminuir bastante os custos envolvidos para a montagem de meus amplificadores e, no fim, até mesmo ganhei alguns presentes e brindes dos participantes do clube de compras (uma espécie de reconhecimento do meu trabalho em organizá-lo).

Montagem do Gainclone

Por fim, após a organização do Clube de Compras, tive separado minhas unidades para que eu pudesse montar 3 amplificadores estéreo (ou seja, 6 canais!) que usuaria - e ainda uso - no meu sistema 5.1 DIY.

As imagens a seguir exibem a montagem dos amplificadores. A seguir, está o primeiro teste de montagem do kit de componentes do Gainclone:


É possível notar os dois amplificadores na lateral esquerda inferior e direita superior. As placas de circuito impresso possuem alguns poucos componentes discretos necessários ao chipamp e também a fonte para alimentação do circuito (uma para cada amplificador). O chipamp LM3886 - “coração do Gainclone” está acoplados aos dissipadores de calor. Falta ainda, no entanto, o transformador toroidal que alimentará os dois circuitos.

A imagem a seguir exibe a montagem finalizada do amplificador, agora já com o transformador toroidal instalado:

A parte traseira do amplificador é exibida na imagem a seguir:


Em cima, nas laterais esquerda e direita, temos o par de bornes para ligação das caixas de som. Logo abaixo, temos os conectores RCA da entrada de sinal referente àquele amplificador. Para a entrada de energia foi utilizado um conector IEC 320 C14 (igual ao utilizado em computadores) já com porta-fusível. Por fim, ainda há uma chave seletora de 127-220V.

O amplificador montado - ainda sem qualquer acabamento externo no gabinete - é exibido na imagem a seguir:

Mas e o Controle de Volume?

O Gainclone pode ser considerado um amplificador de potência, ou seja, ele trata sinais de áudio já pré-amplificados. A instalação de um potenciômetro - componente passivo que permite controlar o volume - apresentaria algumas questões:

  • Eu instalaria um único pot. para ambos os canais? Ou seriam dois potenciômetros?
  • Como seria o acabamento do amplificador com o(s) potenciômetro(s)?
  • Qual(is) potenciômetros (lembrando que um componente passivo no “caminho do áudio” sempre é crítico)?

De modo a facilitar a montagem dos amplificadores, diminuir custos e sabendo a priori que eu usaria algum tipo de pré-amplificador, optei por não instalar qualquer potenciômetro.

Acabamento

Como nenhum potenciômetro foi utilizado, o acabamento do amplificador precisaria contar somente com um botão de liga-desliga. Para isso, utilizei o botão com um LED iluminado tal como o da imagem a seguir:

Ainda sobre o acabamento, lembram-se da chapa de poliestireno preto que usei no acabamento das caixas laterais e frontal? Também usei ela para descoração na parte frontal do gabinete do amplificador, trazendo um efeito black piano que ficou bastante interessante:

Agora com o amplificador ligado (o LED do botão dá um efeito bem interessante!):

Foram montados três amplificadores Gainclones, totalizando 6 canais! O resultado foi bastante satisfatório (sim, utilizo eles até hoje!): são amplificadores robustos, confiáveis e que apresentam uma ótima resposta. Recomendo a todos que procuram um projeto DIY de amplificadores de alta fidelidade.

Com este post, eu apresentei (quase) todos os componentes utilizados no meu projeto de som DIY. O próximo - e último - post de apresentação do sistema irá falar sobre a pré-amplificação, seleção da fonte de áudio e possibilidades de ligação e reprodução de diversas fontes no sistema.

De novo, estou a disposição para quaisquer dúvidas! Vamos conversar sobre?

Abraços!